Workshop sobre esquistossomose recomenda reforço da vigilância epidemiológica, vetorial e ambiental

Workshop Calheta Recomendações1Os participantes do workshop sobre esquistossomose que decorreu de 13 a 14 de Março, no município de São Miguel, onde a doença foi diagnosticada em 2022, recomendaram o reforço da vigilância epidemiológica, vetorial e ambiental, como um dos 3 pilares de actuação..

O encontro contou com a participação de técnicos e profissionais da saúde dos seis concelhos que compõem a região (Santa Catarina, São Miguel, Tarrafal, Santa Cruz, São Salvador do Mundo e São Lourenço dos Órgãos), técnicos e investigadores da área de saúde humana, ambiental e animal, e líderes comunitários.

As recomendações estão divididas em três pilares: pilar 1: vigilância epidemiológica/vigilância vetorial e ambiental, consta da recomendação, pilar 2: gestão clínica/farmácia/comunicação de risco, e pilar 3: investigação/laboratório.

  1. Pilar: Vigilância epidemiológica/vigilância vetorial e ambiental

A curto prazo:

  1. Criar formulário de notificação e investigação especifico de caso a caso;
  2. Definição de caso suspeito e confirmado;
  3. procedimentos perante um caso suspeito/confirmado/provável;
  4. Propor a ficha de notificação na plataforma de DHIS2 para efeito de vigilância;
  5. Inclusão no boletim semanal;
  6. Comunicar aos parceiros, Organização Mundial da Saúde (OMS) e entre outros;
  7. Identificar o ponto focal por cada delegacia da região Santiago Norte;
  8. Definir uma estratégia nacional de intervenção para resposta, através de uma reunião alargada, com peritos nacionais e internacionais, parceiros como a OMS, Organizações Não-Governamentais (ONG) e entre outros.

A médio prazo:

  1. Monitoramento incidência e prevalência;
  2. Comunicar a gabinete assuntos farmacêuticos sobre a disponibilização de medicamentos e insumos para diagnósticos e tratamento da doença;
  3. Identificar e mapiar a distribuição geográfico dos caramujos, com importância a saúde Humana e animal;
  4. Identificar e mapiar as especiais de caramujos que são hospedeiros intermediário para esquistossomíase hematóbio (reservatório de agua, barragem, poços, tanques, córregos);
  5. Identificar reservatório;

2. Gestão Clínica Farmácia Comunicação de Risco

  • GESTÃO CLÍNICA:
  1. Formação dos Profissionais de Saúde em:
    1. Tipos de casos (suspeitos, prováveis, confirmados).
    2. Notificação.
    3. Diagnóstico.
    4. Gestão clinica.
  2. Criação de diretrizes de seguimento a nível ambulatorial;
  3. Criação de critérios de internamento hospitalar;
  4. Criação de critérios de encaminhamento para especialistas;

 

  • FARMÁCIA:
  1. Aquisição de medicamento antiparasitário de eleição segundo orientações da OMS.
  2. Aquisição de materiais e consumíveis laboratoriais para efeitos de diagnóstico (reagente, testes-rápidos,...).
  • COMUNICAÇÃO DE RISCO:
  1. Implicar a Comissão Municipal de Saúde do Concelho de São Miguel.
  2. Identificar e capacitar os líderes comunitários e religiosos.
  3. Realizar o diagnóstico do nível de conhecimento da comunidade (ESTUDO CAP).
    1. Sensibilização da comunidade.
    2. Contacto porta-a-porta.
    3. Criação de grupo de pares educadores.
    4. Uso das redes sociais.
    5. Tempo de antena na rádio/TV.
    6. Lives periódicas nas redes sociais.
    7. Influenciadores digitais.

3.1 Metodologia:

a. Sessões de diálogos comunitários.

b. Dramatização/ música.

c. Palestras e conversas abertas.

d. Entrevistas e marchas.

3.2: Materiais:

a. Cartazes, panfletos, desdobráveis.

b. Equipamentos audiovisuais.

c. T-shirts.

d. Dísticos.

e. Transportes.

3.Pilar: Investigação/Laboratório

 

  • Estudo CAP na localidade de São Miguel e zonas anexas
  • Estudo de prevalência da S. haematobium na população de São Miguel
  • Vigilância e monitorização dos biótipos e moluscos

Produto

Atividade

Parceiros

Estudo CAP na localidade de São Miguel e zonas anexas;

Elaborar o projeto;

Submeter o projeto ao comité de ética;

Buscar a parceria e fundos.

INSP, CMSM, DNS, DS, RSSN

Estudo de prevalência da S. haematobium na população de São Miguel;

Elaborar o projeto;

Submeter o projeto ao comité de ética;

Bioanalitica, INSP, DNS, DS, DGASP, RSSN, CMSM

Vigilância e monitorização dos biótipos e moluscos;

Levantamento periódico de amostra de biotipos para identificacao dos moluscos; Avaliar

DGASP, INSP, Bioanalitica

Laboratório

  • Realizar pesquisas de S. haeamatobium em todas as amostras de urina