Profissionais de saúde ligados aos laboratórios as estruturas de saúde dos seis municípios que compõem a Região Sanitária Santiago Norte (RSSN) e Hospital Regional Santa Rita Vieira (HRSRV) receberam hoje uma formação sobre novo reagente para diagnóstico de parasitose, que pode ser aplicado para detectar esquistossomose.
Segundo o director da RSSN, João Baptista Semedo, a instituição quis com esta formação dar seguimento às recomendações saídas do workshop sobre esquistossomose realizado nos dias 13 e 14 Março, em Calheta de São Miguel, que, de entre várias, recomendou o reforço da capacidade técnica dos profissionais de saúde da RSSN.
Prevê-se, igualmente, formação semelhante aos clínicos da região, que tem que ver com gestão e manejo dos casos de esquistossomose.
O curso foi ministrado pelo investigador do grupo Bioanalítica Internacional, Maximiano Fernandes, que demostrou na prática aos participantes como é que utilizado este novo método que, atualmente, está a ser utilizado em vários países.
Este cientista acrescentou que este novo reagente para diagnóstico de parasitose quando é aplicado nas amostras tem a rapidez de detectar os casos positivos, neste particular, casos da doença infeciosa esquistossomose, que surgiu em 2022 em São Miguel.
De acordo com a RSSN, desde o aparecimento dos primeiros casos confirmados de esquistossomose as estruturas de saúde do município de São Miguel continuaram a reportar e a confirmar casos novos, sendo que em Janeiro deste ano já foram confirmados 14 casos e Fevereiro 12 novos casos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que aproximadamente 90% das pessoas que precisam de tratamento para esquistossomose vivem no continente Africano. Cabo Verde é um país localizado na África Ocidental, e até então não havia relatos da doença.
A esquistossomose, também conhecida como ‘bilharzíase’ é uma doença parasitária causada por vermes do género esquistossomose, e, é uma das doenças tropicais negligenciadas mais comuns, afetando milhões de pessoas em regiões tropicais e subtropicais, especialmente em áreas com saneamento básico precário e contato frequente com água doce contaminada.